1# SEES 5.2.14

     1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  O PAC FUNCIONA. EM CUBA
     1#3 ENTREVISTA  LUIZ FELIPE DAVILA  PROCURA-SE UM ESTADISTA
     1#4 CLAUDIO DE MOURA CASTRO  ESCOLA IDEAL PARA ALUNOS NO IDEAIS
     1#5 LEITOR
     1#6 MALSON DA NBREGA  A ECONOMIA NAS MOS DO STF
     1#7 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM
FACEBOOK, 10
Na prxima tera-feira, o Facebook completa uma dcada de vida.  um feito sob vrios aspectos. Em um ambiente em que gigantes surgem e desaparecem em alta velocidade, a maior rede social da histria da internet segue crescendo em faturamento (7,8 bilhes de dlares) e nmero de adeptos (1,23 bilho de pessoas). Reportagem de VEJA.com relembra a histria e apresenta os desafios futuros. Para isso, ouviu especialistas como Ben Mezrich, "bigrafo" da rede criada por Mark Zuckerberg, que diz: "O Facebook promoveu uma revoluo cm nossa vida". 

MSICA INFANTIL BRASILEIRA
O mercado de msica infantil Brasileira de qualidade vive um momento de consolidao. Nos ltimos anos, o sucesso do grupo Palavra Cantada, que j vendeu mais de 4 milhes de cpias de CDs e DVDs, incentivou artistas de peso da MPB, do pop e do rock, entre eles Adriana Calcanhotto, Zeca Baleiro e Arnaldo Antunes, a criar belas composies para crianas. Reportagem no site de VEJA mostra que h uma nova gerao de talentos nesse cenrio: a dupla Fadas Magrinhas e o grupo Coisinha esto entre os destaques. 

SALVEM AS ABELHAS
Nos ltimos anos, a populao de abelhas tem diminudo no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, durante o inverno de 2013, 30% delas sumiram. O fenmeno ocorreu tambm no Brasil, em Santa Catarina: um tero das 300.000 colmeias do estado desapareceu em 2011. O problema  que dois teros da produo agrcola de alimentos do planeta dependem da polinizao, feita principalmente por abelhas. O site de VEJA conversou com o cientista brasileiro Paulo de Souza, que participa de uma pesquisa para instalar sensores em 5000 abelhas na Austrlia, e mostra como a cincia tem se preparado para proteger esses insetos. 

DETECTOR DE MENTIRAS
Um time de trinta pessoas vai comear a circular por So Paulo com celulares  mo e uma misso: conferir se o prefeito cumpre o que prometeu em campanha. A inteligncia do programa que vai comparar promessas e realidade vem do MIT:  criao do professor Ethan Zuckerman. No futuro, o sistema poder ser usado por qualquer pessoa, que se tornar fiscal do poder pblico. A ideia por trs da ferramenta  que, em tempos de divrcio entre cidados e polticos, votar no basta. "Monitorar governantes  uma forma vital de exercermos o poder", diz Zuckerman.


 1#2 CARTA AO LEITOR  O PAC FUNCIONA. EM CUBA
     Com a Argentina virando Venezuela e a Venezuela virando Zimbbue, o Brasil teve em mos  e perdeu  uma oportunidade excepcional de demonstrar ao mundo quanto somos diferentes dessas naes inviveis, desprovidas de justia funcional, sistema poltico sadio e instituies slidas. Era a chance de o Brasil erguer a cabea acima da manada de pases minados pelo populismo irresponsvel e ser visto pela comunidade financeira internacional como a referncia de estabilidade, serenidade e compromisso com o desenvolvimento e o progresso social na Amrica Latina. Mas a presidente Dilma Rousseff no percebeu o momento. Na tradicional reunio econmica em Davos, diante de uma audincia de grandes investidores, a presidente fez um discurso redundante ("o controle da inflao e o equilbrio das contas pblicas so essenciais"; "a estabilidade da moeda  um valor central") e insuficiente para reacender o interesse internacional pelo Brasil. 
     Depois de uma controversa escala em Portugal, Dilma voou para Cuba, onde confraternizou com a gerontocracia comunista. Uma reportagem desta edio de VEJA mostra como a emisso desses sinais desconexos prejudica a imagem do Brasil, que nada tem a ganhar com a presena de Dilma na inaugurao de um porto cubano feito, sob contrato secreto, com dinheiro dos contribuintes brasileiros. Muito dinheiro: 682 milhes de dlares. Isso tudo depois que a Sunrise, a maior trading de importao da China, anunciou o cancelamento da importao de 2 milhes de toneladas de soja do Brasil por causa de atrasos provocados pelo congestionamento no embarque em nossos portos. So fatos to desastrosos que at a sonolenta oposio brasileira se sentiu revigorada. O senador Acio Neves resumiu a situao: "Finalmente a presidente Dilma inaugurou sua primeira grande obra. Pena que no foi no Brasil". 
     Antes se dizia, com metfora gasta, mas vlida, que o Brasil deveria deixar de querer ser o primeiro vago do Terceiro Mundo para se concentrar em ser o ltimo do Primeiro Mundo. Por ofensiva, essa diviso hierrquica do planeta com base na renda per capita caiu em desuso. Mas, no que diz respeito ao Brasil,  melanclico constatar que o governo no demonstra interesse em nos engajar no grupo das naes industrializadas e competitivas. Somos percebidos hoje como um pas de menor potencial do que a Colmbia, o Chile, o Mxico e at o Peru. 
     O contraste mais marcante entre o Brasil e esses novos tigres latino-americanos no est apenas no desempenho econmico. A diferena no  de grau.  de natureza. Colmbia, Chile, Mxico e Peru, sejam seus presidentes mais  direita ou mais  esquerda, pouco importa, abandonaram a pesada carga de atraso que historicamente carregavam para se inserir na corrente civilizatria baseada na economia de mercado como o grande motor do desenvolvimento. O governo brasileiro, no entanto, insiste em flertar com o abismo. 


1#3 ENTREVISTA  LUIZ FELIPE DAVILA  PROCURA-SE UM ESTADISTA
O cientista poltico e especialista em gesto pblica diz que o Brasil precisa de um lder capaz de fazer as reformas institucionais sem as quais estamos condenados  mediocridade.
GIULIANO GUANDALINI

O Brasil precisa de uma nova safra de estadistas dispostos a arriscar o seu capital poltico em defesa de reformas capazes de retirar o pas da atual trajetria decepcionante. A anlise  do cientista poltico Luiz Felipe dAvila, presidente do Centro de Liderana Pblica, entidade dedicada  preparao de administradores empenhados em aprimorar a eficcia na gesto da mquina governamental. "Se o pas continuar no piloto automtico, como estamos h mais de uma dcada, caminharemos para uma mediocridade terrvel", adverte. Em seu mais recente livro, Carter e Liderana, lanado no fim do ano passado, D'Avila, de 50 anos, trata do papel essencial exercido pelos estadistas nos avanos institucionais. Inspirado no critrio do cientista poltico americano Joseph Nye, para o qual os objetivos, os meios e as consequncias das aes dos governantes devem ser avaliados do ponto de vista tico e da eficcia de suas polticas, D'Avila escolheu os nove maiores estadistas brasileiros: Jos Bonifcio de Andrada e Silva, pela defesa da Independncia; Joaquim Nabuco, a maior voz contra a escravido; dom Pedro II, pela promoo das liberdades; Prudente de Morais, Campos Salles e Rodrigues Alves, os trs primeiros presidentes civis, pela consolidao da Repblica; Oswaldo Aranha, defensor da democracia nos anos da ditadura Vargas; Ulysses Guimares, lder das Diretas J; e Fernando Henrique Cardoso, pela estabilizao da economia. 

Como o senhor chegou aos nomes dos maiores estadistas da histria brasileira? 
Os estadistas entendem quais so as travas ao desenvolvimento e ao fortalecimento das instituies democrticas. Apenas instituies slidas asseguram a trade da prosperidade: a confiana no pas; a previsibilidade poltica e econmica; e a continuidade das boas aes pblicas. A ascenso da burguesia, nas sociedades modernas, delimitou o fim da arbitrariedade dos monarcas e ensejou a transferncia de poder para as demais instituies. Quanto mais slidas as instituies, maiores a confiana e a previsibilidade. Aumenta o nmero de empreendedores dispostos a assumir riscos e a fazer investimentos. Na minha avaliao, esses nove estadistas foram essenciais para o fortalecimento das instituies democrticas, promovendo a superao de valores retrgrados. 

Alguns analistas acham que basta a alternncia de poder para depurar o sistema e promover as reformas necessrias. Nesse cenrio os estadistas seriam desnecessrios. O senhor concorda? 
As grandes reformas estruturais da histria contempornea sempre foram lideradas por estadistas. A liderana faz falta hoje ao mundo, e no apenas ao Brasil, diante da crescente complexidade dos problemas. Como disse o ex-primeiro-ministro de Luxemburgo Jean-Claude Juncker: "Todos sabemos como superar a crise europeia; apenas no sabemos como fazer isso e ganhar a prxima eleio". Esse parece ser, tristemente, o esprito do tempo atual na poltica. As pessoas esclarecidas sabem o que deve ser feito, mas ningum parece disposto a comprar a briga poltica. Da a necessidade do verdadeiro estadista. No Brasil, precisamos hoje de um novo Joaquim Nabuco para promover a urgente revoluo na educao  ou na sade, ou na segurana. 

Esses temas so sempre apontados como prioridade pelos polticos brasileiros. O que tem sido feito no basta? 
Os avanos graduais, lentos, dos ltimos anos, no respondem plenamente s necessidades do pas, diante do atraso de dcadas e dcadas. A importncia da educao, lamentavelmente, parece ainda no ter sido devidamente compreendida. No precisamos mais de mudanas graduais, mas de uma verdadeira revoluo. Estamos sempre atrasados. O Brasil gasta 6% do PIB com educao, um percentual superior ao do Japo e semelhante ao da Sua.  Mas o gasto efetivo por aluno no Brasil fica em 3000 dlares, enquanto no Japo ele  de 10.000 dlares e na Sua, de 15.000 dlares. O dinheiro brasileiro se perde na mquina e no chega ao aluno. O enorme custo do governo, sustentado por uma carga de impostos elevadssima, e os recursos que no chegam aos que mais precisam  eis a a grande reforma a ser feita no pas. 

Como escapar da "maldio de Juncker" quando fala em fazer o que  preciso e no perder votos? 
As pessoas, de fato, temem reformas. Para elas, reforma significa perder algo  e ningum quer perder nada. Ningum aceita perder privilgios, benefcios, subsdios.  preciso criar uma narrativa e mostrar os ganhos futuros para a maior parte da populao. No Brasil falta uma narrativa que convena as pessoas a se envolver com as mudanas necessrias. As pessoas s estaro dispostas a fazer certo sacrifcio se for criada essa narrativa. Da a necessidade de um estadista. Existem os lderes que usam o poder apenas para fortalecer o mando pessoal, e existem aqueles que buscam reformar e fortalecer as instituies. Vivemos, hoje, de reformas feitas no passado. As instituies, porm, no  suportam desaforos por muitas dcadas. Precisamos de uma nova safra de estadistas virtuosos para dar sequncia s reformas. Estamos h mais de uma dcada sem nenhuma grande reforma institucional no pas. Estamos consumindo um capital importante que vai faltar. Fica evidente o descrdito das instituies, algo muito ruim, porque corri os valores da democracia. 

Qual o cenrio para o pas, caso no haja uma mudana de rota? 
Se o Brasil continuar no piloto automtico, como estamos h mais de uma dcada, caminharemos para uma mediocridade terrvel. Deixaremos para os nossos filhos um pas com a educao falida. A evaso escolar entre os jovens de 15 a 17 anos  de 16%. Sero jovens sem condies de trabalhar nas profisses do futuro  e portanto veremos a desigualdade aumentar. Teremos uma previdncia quebrada, com uma demografia negativa a partir de 2030. Vamos deixar para os nossos filhos um pas sem as condies de sustentar os benefcios atuais e sem o preparo para a nova economia. 

Qual  essa nova narrativa a ser apresentada aos eleitores? 
Haveria trs objetivos centrais, na minha avaliao. Em primeiro lugar, estabelecer como meta dobrar a renda per capita em vinte anos. Se dobrssemos a renda em vinte anos, e depois a dobrssemos novamente no perodo seguinte, nossos filhos atingiriam uma renda quatro vezes maior que a atual, e os nossos netos teriam uma renda equivalente a dez vezes a nossa. O crescimento, quando mantido ao longo do tempo, tem efeito exponencial.  factual. Isso significa manter um crescimento mdio de 4,5% ao ano. Uma vez estabelecido esse objetivo,  preciso saber quais as reformas e tambm os sacrifcios a ser feitos para chegarmos l. O segundo objetivo seria colocar o pas entre os dez primeiros no exame Pisa, de avaliao internacional de ensino. O terceiro objetivo seria atrair 4 trilhes de dlares em investimentos na infraestrutura. S assim, alinhando essas trs metas, o Brasil conseguir escapar da barreira que o condena a ser, atualmente, um pas de renda mdia. 

Os objetivos da presidente Dilma Rousseff, no incio de seu mandato, no eram muito diferentes desses. O que deu errado? 
A presidente acreditou que atingiria essas metas sem fazer nenhuma reforma. Houve uma melhora recentemente, com o governo sendo mais pragmtico nas privatizaes, mas ainda  pouco. No adianta ir a Davos e dizer que o Brasil est aberto a investimentos. Os investidores estrangeiros sabem avaliar as perspectivas reais para a economia.  muito ruim quando o Brasil apresenta um resultado desastroso, como foi o caso nas notas do exame Pisa divulgadas recentemente, e o governo tenta enxergar melhoras que, na verdade, foram insignificantes. Trata-se de um caso de ausncia de liderana, porque vai no sentido contrrio ao de criar o necessrio senso de urgncia. A perda de credibilidade  rpida e a reconquista  lenta. Dilma agora luta para recuperar a confiana. Conseguir isso apenas com aes concretas, no com discursos. Quando no existe uma viso maior, clara, voltamos para a poltica mida da barganha de cargos e verbas. 

Poder haver uma mudana significativa a favor das reformas, caso algum dos candidatos de oposio saia vitorioso? 
No consigo antever, hoje, uma grande mudana poltica mesmo com a vitria da oposio. Eduardo Campos e Acio Neves passaram pelo governo estadual, devero ser mais pragmticos, e, por isso, devero dar mais eficincia  administrao da mquina pblica. Mas no os vejo comprometidos com as reformas mais profundas. Falta a eles convico. Parecem incapazes de mobilizar a opinio pblica para defender a aprovao das reformas. Acredito que o Brasil ter uma mudana geracional importante a partir das eleies de 2018. 

Por qu? 
Existe uma gerao de polticos que descobriu que boa gesto d voto. Um bom ex-prefeito ser um deputado mais consciente. Sero polticos mais dispostos a correr riscos. Alguns governadores e prefeitos tm se mostrado mais pragmticos para resolver problemas, deixando questes ideolgicas e partidrias de lado. Minas Gerais, por exemplo, conseguiu avanos na educao depois de implementar critrios baseados na meritocracia, superando a resistncia da mquina pblica. A prefeitura do Rio de Janeiro seguiu no mesmo caminho. O prefeito precisou enfrentar a greve dos professores contrrios  reforma com base no mrito. Canoas, no Rio Grande do Sul, praticamente acabou com as filas de atendimento mdico. Graas a um sistema informatizado, foram marcadas 600.000 consultas por telefone. Existem bons exemplos que podem e devem ser replicados. Votuporanga, no interior paulista,  outro caso de sucesso na melhoria da educao  e por pouco no foi punida por isso. 

O que ocorreu? 
O Ministrio da Educao ameaou cortar os recursos para o financiamento do programa por causa do bom desempenho da rede municipal no Ideb (ndice de Desenvolvimento da Educao Bsica). A prefeitura ficou desesperada. Chegou-se at a pensar em importar maus alunos de municpios vizinhos para baixar a mdia e assim preservar os recursos. Mas acabou havendo um acordo com outros municpios da regio, e a verba do programa foi mantida. 

Getlio Vargas costuma encabear todas as listas feitas sobre os maiores brasileiros do sculo XX. Muitos o apontam como o maior estadista da histria do pas. Por que ele no mereceu um lugar na sua lista de grandes estadistas? 
No adianta apenas os objetivos serem louvveis. Getlio fez as reformas trabalhistas, ampliou os direitos sociais, incentivou a industrializao. Mas no podemos perder de vista como isso foi feito. No podemos esquecer tambm as consequncias. Getlio conduziu a revoluo de 30 com a bandeira de fortalecer as instituies brasileiras. Mas fez o contrrio. Usou o poder para enfraquecer as instituies democrticas e implementar a ditadura do Estado Novo. Getlio fez tudo a seu alcance para enfraquecer a democracia. Ele rejeitava a alternncia de poder. 

Lula no se mostrou um verdadeiro estadista, ao manter a poltica econmica de FHC e recusar um terceiro mandato? 
Sem dvida, Lula teve seu momento de estadista com a divulgao da Carta ao Povo Brasileiro, na campanha eleitoral de 2002. Nela, ele se compromete a manter a poltica econmica de Fernando Henrique e respeitar os contratos. Ao assumir a Presidncia, porm, a busca incessante  e quase narcisstica  pela popularidade o fez deixar de lado as reformas. Ento, na minha avaliao, ele no pode ser considerado um grande estadista. Se os polticos pensarem sempre na prxima eleio, se tiverem o receio de correr riscos em benefcio da prxima gerao, nunca vo fazer ou liderar as reformas estruturais. Foi o que aconteceu com Lula. Ele tinha capital poltico para faz-las, mas foi avaro e optou por investir apenas na prpria popularidade. 


1#4 CLAUDIO DE MOURA CASTRO  ESCOLA IDEAL PARA ALUNOS NO IDEAIS
claudiodemouracastro@positivo.com.br 

     Na segunda metade do sculo XIX, dom Pedro II transformou a primeira escola pblica secundria do Brasil em um modelo inspirado no colgio Louis Le Grand, reputado como o melhor da Frana. Mantiveram-se na sua rplica brasileira as exigncias acadmicas do modelo original. O prprio dom Pedro selecionava os professores, costumava assistir a aulas e arguir os alunos. Sendo assim, o colgio que, mais adiante, ganhou o seu nome constituiu-se em um primoroso modelo para a educao das elites brasileiras. Dele descendem algumas excelentes escolas privadas. 
     Mais tarde do que seria desejvel, o ensino brasileiro se expande, sobretudo no ltimo meio sculo. Como  inevitvel, passa a receber alunos de origem mais modesta e sem o ambiente educacional familiar que facilita o bom desempenho. Sendo mais tosca a matria-prima que chega, em qualquer lugar do mundo no se podem esperar resultados equivalentes com o mesmo modelo elitista.  
     Os pases de Primeiro Mundo perceberam isso e criaram alternativas, sobretudo no ensino mdio. A melhor escola  aquela que toma alunos reais  e no imaginrios  e faz com que atinjam o mximo do seu potencial. Se os alunos chegam a determinado nvel escolar com pouco preparo, o pior cenrio  tentar ensinar o que no conseguiro aprender. O conhecimento empaca e a frustrao dispara. 
     Voltemos a 1917, s conferncias de Whitehead em Harvard. Para ele, o que quer que seja ensinado, que o seja em profundidade. Segue da que  preciso ensinar bem o que esteja ao alcance dos alunos, e no inund-los com uma enxurrada de informaes e conhecimentos. Ouvir falar de teorias no serve para nada. O que se aprende na escola tem de ser til na vida real. 
     Se mesmo os melhores alunos das nossas melhores escolas so entulhados com mais do que conseguem digerir, e os demais, os alunos mdios? Como suas escolas mimetizam as escolas de elite, a situao  grotesca. Ensina-se demais e eles aprendem de menos. Pelos nmeros da Prova Brasil, pouco mais de 10% dos jovens que terminam o nvel mdio tm o conhecimento esperado em matemtica! A escola est descalibrada do aluno real. 
     Aquela velha escola de elite deve permanecer, pois h quem possa se beneficiar dela. Mas, como fizeram os pases educacionalmente maduros, respondendo a uma poca de matrcula quase universal,  preciso criar escolas voltadas para o leque variado de alunos. 
     Nessa nova escola, os currculos e ementas precisam ser ajustados aos alunos, pois o contrrio  uma quimera nociva. Na prtica, devem-se podar contedos, sem d nem piedade.  preciso mostrar para que serve o que est sendo aprendido. Ainda mais importante,  preciso aplicar o que foi aprendido, pois s aprendemos quando aplicamos. A escola deve confrontar seus alunos com problemas intrigantes e inspiradores. E deve apoi-los e desafi-los para que os enfrentem. No entanto, sem encolher a quantidade de matrias, no h tempo para mergulhar em profundidade no que quer que seja. 
     Ateno! No se trata de uma escola aguada em que se exige menos e todos se esforam menos. Sabemos que bons resultados esto associados a escolas que esperam muito de seus alunos, que acreditam neles. A diferena  que se vai exigir o que tem sentido na vida do estudante e est dentro do que realisticamente ele pode dominar. 
     Precisamos redesenhar uma escola voltada para os nossos alunos, e no para miragens e sonhos. Quem far essa escola? Claramente, o MEC precisa promover os ajustes dos currculos e ementas. Mas quem esculpir essa nova instituio? As melhores escolas privadas recebem alunos peneirados e no precisam de muitas mudanas. A quase todos os estados faltam densidade tcnica e apetncia. Uma possibilidade so o Sesi e o Sesc, que operam um conjunto de instituies semipblicas, tm amplos recursos e flexibilidade para tomar novos rumos. Quem sabe, querem ir para a histria, embarcando nessa aventura? 
     No  s isso. Cura mesmo, s enfrentando as fraquezas das faculdades de educao. Mas s a desobrigao de ensinar um currculo impossvel j  uma bela ajuda para os mestres.

CLAUDIO DE MOURA CASTRO  economista


1#5 LEITOR
PERIFERIA
VEJA revela, num flash, na reportagem especial "Oi Brasil, estamos aqui!" (29 de janeiro), aspectos de um mundo to prximo, to real, to normal e um tanto assustador. Ousado e meio caricato. Criativo e oportunista. Vibrante e de mau gosto. Um mundo estranho permeado de realidade cotidiana. Deixa uma difusa impresso de "desconhecido", de "inevitvel" e de "incompreensvel". 
ELIAS MAGANHI 
Rio de Janeiro, RJ 

Sobre todo esse consumismo e esse poder de compra, lamento observar que tal periferia no d valor  educao,  cultura, aos professores. No sabe se comportar em uma praia, em um avio. Parece que tem orgulho de ser assim. O dinheiro compra muita coisa, mas no educao. 
JANINE GOMES 
Por e-mail 

Pois , o povo agora pega muito peixe, porm isso no significa que ele aprendeu a pescar. 
GUSTAVO ALMEIDA DE ALMEIDA 
Belm, PA  

VEJA nos proporciona uma viso p no cho do Brasil real. Toro para que, cada vez mais, milhes de brasileiros possam conhecer a viso de VEJA por um Brasil ideal. 
LUIZ HENRIQUE SIMONETTI DE MORAES 
So Paulo, SP  

Para quem mora em cidades de mdio porte, a periferia acaba fazendo parte do cotidiano e as transformaes, muito bem apontadas por VEJA, so percebidas no dia a dia. Quando os servios pblicos chegarem  periferia com a mesma qualidade dos existentes nas reas centrais, principalmente no tocante  educao, a revoluo ser completa. 
RENNI A. SCHOENBERGER 
Joinville, SC 

FUNK 
Tenho 20 anos e sou morador de um enclave bem grande dentro do Brasil chamado periferia. VEJA destramente me mostrou o pas onde nasci e fui criado ("A Marselhesa do subrbio", 29 de janeiro). Fiquei maravilhado com a descoberta territorial de viver nesse enclave e, principalmente, com a pose de MC Guim (o "principal nome do funk ostentao") na capa de VEJA. Como osasquense orgulhoso e conhecedor dos terrenos por onde anda o tatuado da capa  Guim  do Novo Osasco, bairro em que nasci e fui criado , senti satisfao de ver destacada minha nao, que h pouco tratou de invadir "como vndalos" os shopping centers de vossos feudos. Depois de ler a revista notei, com extrema preocupao, que nunca tirei meu passaporte para andar em bairros como Jardins e Pinheiros. E morro de medo de ser deportado de l  entrar naqueles trens da CPTM e ser mandado para o "exlio", em lugares como Carapicuba. Bom, boa sorte a nesse pas, pois fiquei sabendo que vai ter Copa do Mundo e vocs nem esto prontos... 
GUILHERME LAZARO MENDES 
Osasco, SP 

Que tipo de educao e cultura tero os jovens liderados por um sujeito todo tatuado que escreve msicas sem nenhum nexo? "Nis" somos obrigados a escutar isso? Tchudum, tch, tch etc.? Isso  evoluo ou retrocesso? Essa juventude conectada est curtindo isso? E os pais, no dizem nada ou esto ausentes assistindo ao Big Brother Brasil? 
DCIO SARDA 
Florianpolis, SC 

ALOIZIO MERCADANTE
Em relao  reportagem "Primeiro, o PT" (29 de janeiro), que cita o chamado escndalo dos aloprados, episdio ocorrido em 2006, durante a campanha ao governo de So Paulo, esclarecemos que o ministro Aloizio Mercadante foi inocentado pelos rigorosos procuradores da Repblica Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel. Por unanimidade, ele tambm foi inocentado pelos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)  entre eles, o atual presidente do STF, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurlio Mello, Ayres Britto e Seplveda Pertence. Na ocasio, todos votaram pela nulidade e pelo arquivamento em razo da inexistncia de indcios de participao do ento candidato Aloizio Mercadante no caso. 
PAULA FILIZOLA 
Assessoria de Comunicao Social Gabinete do ministro da Educao 
Braslia, DF 

DIPLOMACIA DO GOVERNO DILMA 
Afinal, de que lado a presidente Dilma est: da democracia ou da ditadura ("Davos, Cuba", 29 de janeiro)? No Brasil, a Comisso da Verdade; em Cuba, aplausos ao regime dos irmos Castro. 
ROSINETE MEDEIROS 
Joinville, SC 

Enquanto h anos o bravo povo do Piau luta pela construo do porto martimo daquele estado, no municpio de Lus Correia, a presidente Dilma Rousseff, seguindo a cartilha do seu antecessor, prestigia a ditadura dos irmos Castro, contribuindo com o elevado investimento de 682 milhes de dlares em infraestrutura, atravs do Banco Nacional de Desenvolvimento Econmico e Social (BNDES), para a construo do porto cubano de Mariel. Pas rico  outra coisa! 
GILBERTO ALVES RANGEL 
Por e-mail 

O nosso principal porto e as rodovias em pssimas condies no permitem um adequado escoamento da nossa produo destinada  exportao e o nosso governo investe fortunas no porto de Cuba e em pases africanos. E ainda se permite decretar segredo at 2027.  inadmissvel. Senhores congressistas, como eleitor e cidado desta nao, conclamo-os a reagir com rigor, exigindo detalhes desses contratos. Estamos sendo administrados por "picaretas". 
ANESIO SCANDIUCI
Campinas, SP 

Em Davos, a presidente Dilma Rousseff disse que seu governo est criando programas para enfrentar gargalos gerados por dcadas de sub-investimentos. Ela tem toda a razo, mas ser que os executivos presentes no sabiam que essa nefasta poltica foi mais forte na ltima dcada, tendo sido oito anos do ex-presidente Lula e dois dela mesma? Como fato agravante, nesses dez anos seu partido recebeu do ltimo governo da dcada anterior um pas com inflao controlada pelo Plano Real, bancos saneados, Lei de Responsabilidade Fiscal e o famoso trip da economia implantado, tudo isso combinado com uma pungente economia mundial. 
ABEL PIRES RODRIGUES 
Rio de Janeiro, RJ 

J.R. GUZZO 
Com a experincia de uma vida normal de fracassos e sucessos inerentes  maioria dos cidados brasileiros, confesso que est muito difcil lidar com esse fracasso chamado Brasil. Agora, ao prezado articulista J.R. Guzzo, afirmo com toda a certeza: no fui eu, a culpa no  minha e no tenho nada a ver com isso, pois no votei nesse povo ("No fui eu", 29 de janeiro). 
HAROLDO AMORIM 
Curitiba, PR 

J.R. Guzzo  realmente fantstico, magnfico. A cada texto seu, de tamanha lucidez e objetividade, eu me regozijo ao ler sobre a triste realidade em que se encontra o Brasil. Seu artigo "No fui eu" mostra tudo isso. Governos que no sabem e que no viram nada.  pena que poucos tenham a felicidade de se informar sobre esse verdadeiro holocausto instalado no Brasil. 
JOO DINIZ MAIA 
Contagem, MG 

Sempre na mosca os artigos de J.R. Guzzo. O texto "No fui eu" deveria ser lido em horrio nobre na TV. At quando o brasileiro ser feito de idiota? H muitos anos no voto em ningum, pois no confio mais nos nomes da arena poltica. Os demagogos de planto podem me tachar do que quiserem. Sinto-me pior pondo algum no habitat de Braslia do que sendo omisso. Sei que no podemos generalizar, mas estou totalmente descrente da poltica brasileira, principalmente depois da punhalada chamada mensalo. Em Braslia, a humildade de reconhecer fracassos  utopia, Guzzo. 
ANTNIO EDUARDO GOULART 
Por e-mail 

MANOEL CARLOS 
Parabns pela tima entrevista com o autor Manoel Carlos ("Novela  o po de cada dia", 29 de janeiro). S questiono a opinio do escritor quando ele diz que as novelas tm "um belo futuro". H 33 anos, VEJA entrevistou Maneco quando sua novela Baila Comigo acabara de estrear, com uma audincia de 83 pontos. Hoje em dia, se a novela do horrio nobre estreia com 35, j  um alvio. As desculpas so as mesmas: TV a cabo, internet, vida moderna, enfim. Mas tenho lido recorrentes crticas de que as novelas atuais tm personagens demais. Para comprovar a "tese", contei o nmero de nomes de atores que so exibidos na abertura da novela gua Viva (exibida em 1980 e agora reprisada no Canal Viva). So 24 nomes. No dia seguinte, fiz o mesmo exerccio com a abertura da novela Amor  Vida. Pasmem: so 87! Boa sorte, Maneco. Brinde-nos com o belo texto de sempre e um elenco enxuto. 
MCIO APOLINRIO DE BRITO 
Divinpolis, MG 

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o nmero da cdula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redao, VEJA - Caixa Postal 11079 - CEP 05422-970 - So Paulo - SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


1#6 MALSON DA NBREGA  A ECONOMIA NAS MOS DO STF
     O Supremo Tribunal Federal julgar em breve a ao em que depositantes de caderneta de poupana reivindicam supostas perdas com planos de estabilizao. A deciso ser da maior importncia para a economia. 
     Somos o nico pas onde perdas inflacionrias, reais ou fictcias, puderam ser formalmente estimadas. Essa  a pior herana do processo de indexao generalizada de preos, salrios e contratos  inflao passada. Tudo comeou em 1964, no esforo para restaurar a confiana no Tesouro Nacional  incluindo sua capacidade de financiar-se sem emitir dinheiro  e para incentivar as famlias a poupar. O Tesouro precisava ainda evitar a corroso inflacionria das suas receitas. O setor pblico era, como hoje, a fonte bsica das presses inflacionrias. Tais objetivos foram alcanados mediante a criao das Obrigaes Reajustveis do Tesouro Nacional (ORTNs)  cuja variao se aplicava aos tributos em atraso  e de cadernetas de poupana com correo monetria.  
     Mesmo assim, a inflao permaneceu alta. Levou nove anos para baixar de 92,1% (1964) para 15,5% (1973). Por isso, a indexao comeou a se espalhar pelos contratos e preos. A inflao voltou a subir (34,5% em 1974), impulsionada adicionalmente pela quadruplicao do preo do petrleo. A indexao se ampliou. Em 1979, os salrios passaram a ser reajustados semestralmente pela inflao passada. Quanto mais curto o perodo de indexao, mais a inflao se acelerava. Saltou para trs dgitos em 1980 e no parou de subir. Atingiu quatro dgitos em 1988. Instalou-se de vez a "inrcia inflacionria", pela qual a inflao de hoje influenciava a de amanh, e assim sucessivamente. O dficit pblico e a expanso monetria aceleravam o processo. 
     Esse tipo de inflao no podia ser vencido de forma convencional, via controle de gastos pblicos e alta da taxa de juros. A quebra da inrcia exigiria um nvel de recesso e desemprego que seria social e politicamente insustentvel. Havia que encontrar uma forma de eliminar a indexao. O congelamento de preos, salrios e contratos pareceu ento o mais adequado, proibindo-se reajustes com base na inflao passada em intervalo inferior a um ano. Foram cinco tentativas malsucedidas entre 1986 e 1991. 
     A caracterstica bsica dos planos era a queda brusca da inflao, o que exigia lidar com seus respectivos efeitos. Aluguis, cadernetas de poupana, salrios e outros contratos no podiam ser reajustados pela inflao do ms anterior para evitar a transferncia de renda entre grupos. Buscou-se, assim, a maior neutralidade possvel em termos distributivos. A sensao, infelizmente, foi quase sempre a de perdas de um grupo para outro: do locador para o locatrio, da caderneta de poupana para os bancos, dos assalariados para as empresas, e assim por diante. 
     Vrios estudos provam que no existiram perdas, menos ainda para as cadernetas de poupana. Mesmo aceitando-se que elas tivessem sido corrigidas abaixo da inflao, no se poderia dizer que os bancos lucraram com isso. Bancos so como supermercados, que compram mercadorias de um lado e vendem de outro. Eles recebem depsitos dos que dispem de recursos e os emprestam a quem deles precisa. Ganham na diferena de taxas de juros. Seus emprstimos imobilirios foram reajustados pelo mesmo ndice das cadernetas. Logo, se houvesse ganhadores, estes seriam os devedores, e no os bancos. 
     Se o STF acolher o pedido dos depositantes, os bancos perdero cerca de 150 bilhes de reais, conforme estimativas confiveis, inclusive do governo. Em algum momento esse custo ser transferido ao Tesouro, isto ,  sociedade. Os bancos estatais  que detm mais da metade das cadernetas  teriam de ser capitalizados. Os bancos privados reivindicariam indenizao, pois foi o governo, com a aprovao do Congresso, que fixou os ndices de correo. A descapitalizao acarretaria forte contrao de crdito, pois os bancos somente podem emprestar um mltiplo dos recursos prprios. Haveria reduo drstica da atividade econmica e do emprego. A confiana na economia despencaria. 
     Se o STF no considerar as realidades do caso, poder contribuir para um desastre econmico e social de graves dimenses.
MAILSON DA NOBREA  economista


1#7 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

DE PARIS
ANTNIO RIBEIRO
RIO 
Das tampas de bueiro aos trens suburbanos, a recente sequncia de tragdias no Rio  provocada por causas banais. Elas tm origem na incompetncia e na desfaatez de seus governantes. www.veja.com/deparis 

DE NOVA YORK 
CAIO BLINDER 
OBAMA 
A influncia de Obama se dissipa, e ele no tem como exigir aes ousadas do Congresso (no qual os republicanos controlam a Cmara) a favor de sua agenda. Esse  o cenrio poltico no comeo de 2014. www.veja.com/denovayork

ESPELHO MEU 
LCIA MANDEL 
CNCER DE PELE 
Na cidade de Providence, nos EUA, um grupo de dermatologistas criou o site SkinCancerOrNot.com, ainda em fase de testes, que permitir a deteco precoce e a distncia do cncer de pele. Saiba como no blog. www.veja.com/espelhomeu  

FAZENDO MEU BLOG 
PAULA PIMENTA 
FS 
Acho uma bobagem fs que brigam entre si para defender o dolo. Eu, pelo menos, nunca deixei de comprar um CD de um cantor s porque sou f de outro. Quanto mais msicas boas, melhor. www.veja.com/paulapimenta 

NOVA TEMPORADA
ORPHAN BLACK
O site de streaming Netflix estreia em 6 de fevereiro a srie canadense Orphan Black, a histria de uma rfo criada nas ruas que testemunha o suicdio de uma mulher muito parecida com ela. Ao assumir a identidade da mulher, uma detetive da polcia que atuava no departamento de assuntos internos, Sarah descobre que ela e a falecida so clones que um assassino profissional est determinado a eliminar. www.veja.com/temporada


SOBRE IMAGENS
PIONEIRO DAS AGNCIAS
Charles Chusseau-Flaviens, fotgrafo francs do fim do sculo XIX, talvez tenha criado, de forma intuitiva, a primeira agncia de fotografia da histria. Alm de comercializar suas imagens, ele distribua trabalhos de diversos fotgrafos da Europa, frica e sia para jornais e revistas ilustradas. As fotos eram sempre gravadas com o nome Chusseau-Flaviens na placa dos negativos de vidro. Essa coleo, com aproximadamente 10.000 fotografias, est sob a guarda da George Eastman House, em Rochester, nos Estados Unidos. O acervo abrange o perodo entre o fim do sculo XIX e o comeo da I Guerra Mundial. www.veja.com/sobreimagens

RADAR
OLIMPADA
A Rio-2016 decidiu diminuir  e bem  o oramento para a construo das corredeiras que sero utilizadas nas provas de canoagem. O valor da obra cair de 75 milhes para 25 milhes de dlares. www.veja.com/radar

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